Nesse fim de semana que passou eu tive uma tremenda experiência com minha filha de 2 anos e 5 meses. Vou resumir a história pois quero ir direto ao ponto.
Nesse fim de semana estava aqui na igreja uma menininha um pouco mais velha que Esther, para quem conhece minha filha sabe que ela adora brincar com outras crianças. Nesse dia, Esther tinha saído da igreja e vindo até em casa pedir um chiclete para o papai, eu estava ocupada com os trabalhos, e como moramos no mesmo terreno, Esther sempre foi e voltou sozinha com muita tranquilidade, independente demais essa menininha rs. Bom, quando ela voltou com o chiclete na boca, essa outra menininha ficou com muita vontade, como é normal em toda criança, ela também queria um chiclete. Eu disse então para Esther vir com ela em casa e pedir para o papai um chiclete para a amiguinha, e disse também para ela ficar com a amiguinha no seu quartinho brincando, Esther adora trazer crianças para brincar em seu "quartinho rosa". Ela veio toda feliz, porque iria apresentar todos os seus brinquedos para a mais nova amiguinha. Ela chegou em casa, deu o chiclete para a outra menininha e a chamou para vir brincar em seu quarto. Só que essa menininha só queria mesmo o chiclete, ela não queria brincar com Esther, e foi embora. Isso foi o fim do mundo, Esther então se desesperou, ela queria de qualquer forma que sua amiguinha viesse brincar com ela. No colo do papai, Esther ficou chamando a amiguinha que foi embora sem olhar para trás, ao ver essa cena eu parei com que estava fazendo e fui saber o que estava acontecendo. Depois de explicada a história eu peguei minha filha nos braços e deixei o coração de mãe falar mais alto, olhei para ela e disse bem assim: "Nenem, essa menininha é muito interesseira, só queria seu chiclete, não chore por causa dela não, ela é muito chata por não querer brincar com você, vamos para casa que eu brinco com você no seu quartinho, deixa ela lá sozinha porque ela é chata demais" - Sim! Eu disse isso, desse jeitinho, sem tirar nem pôr. A minha surpresa foi a reação de Esther, que mesmo chorando e depois de ouvir esse "coração carnudo" de mãe, dizia assim: "Mamãe, eu quero brincar com ela, chama ela aqui, eu gosto dela, eu quero minha amiguinha comigo... vem amiguinha, vamos brincar!" - Ao contrário de mim, Esther estava com o coração puro que não viu maldade. Eu fiquei envergonhada por ter passado para ela um ensinamento medíocre, errado e contra os princípios de uma pessoa cristã. Ela não se preocupou se a outra criança foi ou não egoísta, ela só queria alguém que pudesse junto com ela, se alegrar. Nessa hora o Espírito Santo ministrou bem forte em meu coração que era assim que eu deveria ser: Como uma criança que não se preocupa com seus próprios interesses, uma criança com o coração puro e perdoador.
Uma história simples e corriqueira, mas foi nessa simplicidade que Deus usou minha filha de 2 anos e 5 meses para me ensinar como um verdadeiro cristão deve agir, foi nessa simplicidade que pude perceber como eu cresci e me esqueci como é ter um coração puro e sincero como de uma criança. Não foi por acaso que nosso Mestre Jesus nos ensinou no Evangelho de Lucas 18:16-17 -> "Mas Jesus, chamando-os para si, disse: Deixai vir a mim as crianças, e não as impeçam, porque delas é o Reino de Deus. Em verdade vos digo que, qualquer que não receber o reino de Deus como uma criança, não entrará Nele".
O que me restou? Olhar nos olhos de minha nenem e pedir perdão por ter sido tão medíocre e egoísta, pedi perdão por ter lhe ensinado algo contra aquilo que Deus ensina, e com ela em meus braços eu olhei para dentro de mim e envergonhada, pedi perdão ao meu Deus.
Deus quer que sejamos como Crianças!
Um vídeo para meditarmos:
que lindo *-*
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