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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Marcando uma vida!

"Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes."



                                                                                                                              [Mateus 25:40]




Era um dia muito especial em Dakar, capital do Senegal - África. Tudo pronto! Hora de partir. O destino era a Ilha de Gorée, um lugar histórico e marcante para os africanos. Eu particularmente, estava muito ansiosa para conhecer o lugar de onde os escravos eram levados para outros países - em outro post eu falarei mais sobre essa ilha - meu dia foi marcante, afinal estar nesse lugar era uma espécie de viagem no tempo. Mas, conhecer uma jovem chamada Fatoumata me marcou mais do que qualquer outra coisa. Ela tinha 15 anos e estava vendendo artesanato, fomos então abordados por ela para que comprássemos alguma coisa e assim pudéssemos ajudá-la. Não tínhamos dinheiro, e com tristeza no coração eu disse para ela que não poderia ajudá-la, mas em meu coração algo dizia para não deixá-la ir, então pedi para que ela se sentasse um pouco ao meu lado, lhe ofereci algo para comer, e começamos a conversar, Rock, ela e eu. Ela então começou a contar sua história. Fatoumata nasceu em uma aldeia no norte do Senegal, e precisou deixar sua família pra poder trabalhar na capital e assim ter o que comer, ela não via sua mãe já tinha mais de 6 anos, pois o que ela ganhava vendendo artesanato não dava para viajar, na verdade o que sobrava pra ela dessas vendas era somente um prato de comida por dia. Ela falava bem mal o francês, pois não tinha tido ainda a oportunidade de estudar. Enquanto ia ouvindo sua história eu orava em meu coração para que Deus me ajudasse a falar e testemunhar do amor dEle, Ele teria que agir, porque ela quase não podia entender o francês e eu ainda não estava fluente no dialeto. Pedi só uma estratégia, foi quando olhei seus pés descalços, na verdade, ela usava em um dos pés, um chinelo muito velho, e no outro pé, nada. Bom, eu estava calçada com um par de havaianas "as legítimas" novinhas que tinham acabado de chegar do Brasil, e era o tamanho ideal para os pés de Fatoumata. Não tive escolha, disse a ela que lhe daria um presente do meu país, tirei meus chinelos e coloquei-os em seus pés. O sorriso que saiu de seu rosto foi mais compreensível que qualquer palavra dita. Ela estava feliz! Fatoumata disse que se sentiu amada por mim, que eu era uma mulher de bom coração, nesse momento então eu recebi do Senhor a unção de testemunhar e ela recebeu a unção de me compreender. Eu pude mostrar o amor de Deus através de um simples ato, calçar pés descalços!! Eu pude marcar uma vida com o amor que vem de Deus! Nesse dia, eu voltei para casa com os pés descalços mas com o coração preenchido!


                                                                 Essa é Fatoumata!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

"Adorando em meio a adversidade"

"...Saíram tropas da Síria, e da terra de Israel e levaram cativa uma menina, que ficou como escrava da mulher de Naamã...  Disse ela à sua senhora: Se o meu senhor Naamã estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra."  [II Reis 5:2-e]


Essa história de Naamã é muito conhecida por todos, o grande general do exército, o braço direito do rei que foi curado de sua lepra ao mergulhar 7 vezes no Jordão... Mas não é sobre ele que quero falar hoje, há algum tempo eu venho meditando sobre a história dessa menina, que foi levada como escrava para servir a esposa de Naamã. 
A Bíblia não menciona o nome nem a idade dessa garotinha, acredita-se que ela tinha entre 11 e 15 anos. 
O que me inspirou a escrever sobre ela é que, por trás de apenas dois versículos há uma história de uma vida, de uma familia, de um povo, que ninguém contou mas que existiu.
Essa menina foi arrancada de sua família, foi levada como escrava para um lugar estranho e distante. Eram tempos de guerra, com certeza ela não foi tirada do meio do seu povo com toda educação e cortesia,  os soldados não chegaram para seu pai e disseram: com sua licença senhor, gostaríamos da sua permissão para levar sua filha para ser escrava da esposa do general! Sabemos que não foi assim.
Imagino a cena: 
"Naamã passando toda estratégia de guerra aos seus soldados, mostrando qual seria o meio mais fácil de se conquistar aquele lugar, colocando uns de guarda, outros que iriam saquear o lugar, outros prontos a matar quem passasse pela frente ou tentasse impedir o agir dos mesmos. Imagino também, o exercito se aproximando do povoado e os homens tentando de alguma forma proteger suas casas, suas famílias, mães carregando seus filhos para dentro de casa, todos desesperados sem saber como lutar, afinal eles foram surpreendidos. As atrocidades começam, pais são mortos diante de seus filhos, maridos decapitados diante de suas esposas, mulheres sendo estupradas e mortas com seus bebês do lado, e todos, sem proteção alguma estão a mercê daqueles homens que só pensam e conquistar mais um pedaço de terra." 
E nessa mesma cena que posso imaginar essa garotinha sendo arrancada dos braços de sua mãe e sendo colocada em um dos carros dos soldados, quem sabe no caminho até a casa de Naamã ela não foi abusada e humilhada, o que será que se passava na cabecinha de uma menina que estava ainda na adolescência? Seus sonhos foram mortos ali naquele momento, casamento? Filhos? Casa? Amigos? Não! A partir daquele dia, ela não tinha mais o direito de sonhar. 
Mas algo então surpreende a todos, essa garotinha era serva do Deus de Israel, ela havia depositado nEle toda sua vida, toda sua confiança, ela sabia que Ele era maior que tudo aquilo, seu sofrimento não era maior que sua devoção e amor a Deus, com certeza ela sabia que Ele havia permitido todas aquelas coisas horrendas acontecerem  com seu povo, e em meio a tanto sofrimento, ela adorou!
Ela soube que seu senhor, Naamã, estava enfermo, leproso. Ela poderia ficar quietinha, afinal, esse mesmo Naamã foi o responsável por todas as atrocidades que abalaram sua vida. Mas, ela fez a diferença, ela testemunhou do poder de Deus, Ele seria o único que poderia curar Naamã. E assim foi, basta acompanharmos a leitura dos capítulos seguites de II Reis que veremos o agir de Deus sobre a vida de Naamã, graças ao testemunho daquela garotinha. Ela adorou em meio a adversidade!

Muitas vezes deixamos de adorar porque nos prendemos em nosso egoísmo, em nosso sofrimento, até questionamos a Deus do porque de tantas coisas ruins estarem acontecendo. Dificilmente paramos para adorar, para glorificar; se olharmos para o sofrimento daquela garotinha, veremos que ela tinha todos os motivos do mundo para desejar o sofrimento e a morte de Naamã, mas ela conhecia o amor de Deus, ela tinha esse amor em seu coração, amor que cura, que lava e que purifica toda dor.  
O que nos faz diferente dela? Creio que nada! Então sejamos como ela, adoremos em meio a adversidade! Deus é soberano e poderoso, Ele nunca nos abandona, está sempre olhando para nós e nos dando forças para suportar dia a dia, basta depositarmos nEle a nossa vida, a nossa confiança e os  nossos ansêios!
"Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós." (I Pedro 5:7) 

domingo, 18 de setembro de 2011

Fuga do Chamado!

Lendo algumas porções da Bíblia me deparei com histórias de homens que foram chamados por Deus e de alguma maneira tentaram fugir. Abaixo listo alguns exemplos:

- Moisés quando foi chamado por Deus para liderar a saída dos hebreus da escravidão no Egito, argumentou que não seria capaz de estar diante de Faraó, [Êxodo 3:11].
- Gideão quando foi chamado para liderar o exército do povo de Israel para lutar contra o grande exército dos Midianitas, argumentou que era pobre e miserável, o menosprezado na casa de seu pai, [Juízes 6:15] 
- Jeremias quando foi chamado por Deus para ser profeta às nações, argumentou que ainda era como um menino fraco em palavras, [Jeremias 1:6].
- E por fim, Jonas quando foi chamado para profetizar em Nínive, literalmente fugiu! [Jonas 1:3]

Bom, assim como aconteceu com esses grandes homens de Deus dos tempos bíblicos, acontece com muitos homens e mulheres de Deus nos tempos de hoje. Creio em meu coração que uma pessoa que entrega seu coração a Jesus, está automaticamente entregando toda sua vida ao dispor do Mestre. Nossa vida é um presente entregue a Deus. Quando damos um presente a uma pessoa, estamos dando a essa pessoa o poder de desfrutar como bem entender desse presente, o que ela vai fazer com ele só depende da vontade dela, não mais da sua. Assim deveria ser quando nos entregamos a Cristo, deveríamos deixa-lo desfrutar de nós como Ele bem entendesse, mas como isso é difícil!!
Quando Deus nos chama para algo específico, Ele só deseja ser obedecido para que Seu nome seja glorificado. Ele tem em Suas mãos o poder de fazer o que quiser, nada é maior que Ele, nada nem ninguém, Ele é desde sempre. Mas o maior desejo de Seu coração é ser glorificado por nós. Sem obediência não há Glória!
O que temos apresentado a Deus quando somos chamados? Uma vida inteira para Sua glória, ou desculpas infindáveis e medíocres?  

Moisés, Gideão, Jeremias e Jonas, tentaram de alguma maneira fugir do chamado de Deus, mas não conseguiram, eles obedeceram!! Agora, vamos imaginar o que teria sido do povo hebreu se Moisés não fosse encorajado por Deus para ir até Faraó. E o exército de Israel, como teria ganho a batalha se Gideão não obedecesse a ordem de ir a frente. Será que as nações teriam tido a oportunidade de ouvir sobre o Deus de Israel caso Jeremias não perdesse o medo e a insegurança? E o que teria sido de Nínive se Jonas continuasse em sua fuga???
 
Diante disso, podemos observar que quando não há obediência ao chamado, vidas são afetadas, famílias, povos e nações serão afetados pela desobediência e fuga de uma só pessoa. E o pior de tudo isso, o nome de Deus não será glorificado! 






quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Chamado ou Fuga?


"Você realmente tem um chamado, ou missões se tornou pra você um refúgio?"

Ao me deparar com essa pergunta eu não tive outra opção a não ser refletir. 
Após passar um bom tempo refletindo sobre isso e conversando com Deus eu cheguei a conclusão de que o homem nunca está completamente realizado com o que está fazendo, sempre há o desejo de algo mais, sempre há uma busca que muitas vezes nem sabemos o que é. Agora trazendo isso pra minha realidade, desde minha infância algo em meu coração queimava por missões, por povos menos evangelizados, por conhecer novas culturas, fui ensinada a sempre orar pelos missionários, pelos povos, pelo mundo. Mas chegou um tempo em minha vida que isso foi, infelizmente, esquecido. Me envolvi com "os manjares do rei" e deixei o que era eterno de lado. O egoísmo tomou conta da minha vida, a ponto de eu simplesmente deixar minha comunhão com Deus em segundo, terceiro, quarto plano. Não foi um tempo fácil - estar fora da vontade, do tempo e dos planos de Deus é a pior coisa para quem sabe quem é Deus - Mas as misericórdias dAquele que é rico em amor me alcançaram. Depois de cometer muitos erros, ferir pessoas que eu amava com todas as minhas forças, eu precisei decidir fugir. Fugir de mim, fugir dos manjares, fugir do pecado... Essa fuga trouxe de volta o anseio de servir e não mais ser servida, de amar e não mais ser amada. Para que eu pudesse ser quem realmente eu era para Deus, eu precisava fugir da minha zona de conforto, deixar de fazer tudo o que eu estava fazendo e mudar o rumo da minha história. E entregar "a caneta" Àquele que é o Único Digno de escrever a história da minha vida, DEUS!

Então, a maneira que eu posso responder a pergunta acima é: 

"Eu fui chamada para fugir! Fugir de mim e me refugiar em Deus! A maneira usada para que isso acontecesse foi simplesmente fazer conhecido o amor e as misericórdias do Evangelho salvador dAquele que é perfeito em amor. Fugindo de mim fui capaz de amar! Isso é MISSÕES!

Eu pude amar!



terça-feira, 13 de setembro de 2011

Os Islã que "O Clone" não mostrou!


Leis a que são submetidas as mulheres muculmanas

As mulheres muçulmanas têm mais deveres e regras do que direitos. As seguintes regras apresentadas são algumas a que as mulheres têm de obedecer, em geral, nos países muçulmanos:

-É absolutamente proibido às mulheres qualquer tipo de trabalho fora de casa, incluindo professoras, médicas, enfermeiras, engenheiras, etc;
-É proibido às mulheres andar nas ruas sem a companhia de um “nmahram” (pai, irmão ou marido);
-É proibido falar com vendedores homens;
-É proibido ser tratada por médicos homens, mesmo que em risco de vida;
-É proibido o estudo em escolas, universidades ou qualquer outra instituição educacional;
-É obrigatório o uso do véu completo (“burca”) que cobre a mulher dos pés à cabeça;
-É permitido chicotear, bater ou agredir verbalmente as mulheres que não usarem as roupas adequadas (“burca”) ou que desobedeçam a uma ordem talibã;
-É permitido chicotear mulheres em público se não estiverem com os calcanhares cobertos;
-É permitido atirar pedras publicamente a mulheres que tenham tido sexo fora do casamento, ou que sejam suspeitas de tal;
-É proibido qualquer tipo de maquilhagem (foram cortados os dedos a muitas mulheres por pintarem as unhas);
-É proibido falar ou apertar as mãos de estranhos;
-É proibido à mulher rir alto (nenhum estranho pode sequer ouvir a voz da mulher);
-É proibido usar saltos altos que possam produzir sons enquanto andam, já que nenhum homem pode ouvir os passos de uma mulher;
-A mulher não pode usar táxi sem a companhia do marido, pai ou irmão;

-É proibida a presença de mulheres em rádios, televisão ou qualquer outro meio de comunicação;
-É proibido andar de bicicleta ou motocicleta, mesmo com seus “maharams”;
-É proibido o uso de roupas que sejam coloridas, ou seja, “que tenham cores sexualmente atraentes”;
-Os transportes públicos são divididos em dois tipos, para homens e mulheres, pois os dois não podem viajar no mesmo;
-É proibida a participação de mulheres em festividades;
-É proibido o uso de calças compridas mesmo debaixo do véu;
-As mulheres estão proibidas de lavar roupas nos rios ou locais públicos;
-As mulheres não se podem deixar fotografar ou filmar;
-Todos os lugares com a palavra “mulher” devem substitui-la, por exemplo: O Jardim da Mulher deve passar a chamar Jardim da Primavera;
-Fotografias de mulheres não podem ser impressas em jornais, livros ou revistas ou penduradas em casas e lojas;
-As mulheres são proibidas de aparecer nas varandas das suas casas;
-O testemunho de uma mulher vale metade do testemunho masculino;
-Todas as janelas devem ser pintadas de modo a que as mulheres não sejam vistas dentro de casa por quem estiver fora;
-É proibido às mulheres cantar;
-Os alfaiates são proibidos de costurar roupas para mulheres;
-É completamente proibido assistir a filmes, televisão, ou vídeo;
-As mulheres são proibidas de usar as casas de banho públicas (apesar da maioria não ter casa de banho em casa)

Ser mulher no Brasil é muito fácil, temos nossos direitos e somos independentes. Vamos então nos lembrar dessas milhares de mulheres que têm suas vidas destruídas e marcadas pelo engano de satanás, chamado Islâmismo!



#Oremos!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

"Estar no Limbo"

"Estar no Limbo", no figurativo quer dizer: Estado vago, indefinido...

Hoje acordei me sentindo "no limbo", esse momento de transição não tem sido fácil, estar em um lugar que sei que não será definitivo traz certa insegurança... Em 1 de agosto de 2010 foi anunciado oficialmente que Rock, Esther e eu, estaríamos saindo de nossa cidade, para retornar ao campo missionário. Deus nos surpreendeu com esse desejo de estar novamente entre os menos-alcançados pelo Evangelho. Nessa época, Espanha não estava em nossos planos, na verdade não sabíamos para onde ir, isso me fez lembrar de Abraão em Gn. 12:1-3 onde Deus o convocou a sair de sua Terra e ir para um lugar que Ele mostraria. Assim como com Abraão, foi conosco, Deus nos mandou sair, a ordem foi sair, para onde? Essa era a parte dEle. E orando, Deus foi nos mostrando alguns caminhos, e Espanha foi um deles, aparentemente tudo começou a dar certo, portas se abriram, tudo foi se encaixando. Meu coração queima pelos muçulmanos e estar na Espanha me daria a oportunidade de trabalhar com eles, além da porta aberta de estar no norte da África com os marroquinos, argelinos e egípcios. Isso fortaleceu meu coração e meu chamado.
Mas assim como foi com Abraão, também está sendo conosco, a um preço a ser pago e um tempo a ser superado da Chamada até a conquista da "Terra Prometida". E é sobre esse "tempo" que me refiro quando digo que "Estou no Limbo".
Desde o dia 24 de abril desse ano, que foi o dia da nossa partida de Cacoal/RO, tenho me sentido no limbo, em quase 5 meses, Rock, Esther e eu, viajamos de norte a sul nesse Brasil, temos visitado muitas igrejas divulgando nosso Projeto Missionário. Deus tem sido, como sempre, maravilhoso, sempre nos surpreendendo com o melhor dEle para nós.
Mas, como filha ingrata, muitas vezes eu me sinto triste, sozinha, desamparada, converso com Deus sobre isso, tenho um relacionamento bem aberto com Ele, reclamo desse tempo, dessa demora, muitas vezes não entendo o tempo dEle, mas... como um ser limitado como eu poderia compreender uma mente ilimitada e perfeita com a do nosso Deus? #SemChance!
Hoje estou me sentindo "no limbo", estou num lugar incerto, indefinido, não tem nada certo, nada concretizado, tudo está andando a passos lentos, nosso sustento necessário para viver e trabalhar na Espanha, não está completo, faltam ainda 50% do que necessitamos. Não temos nossos vistos, a documentação está sim saindo, mas não temos o poder de fazer tudo isso rapidamente, realmente o tempo de Deus não é o nosso! O kairós de Deus é bem diferente do nosso cronos!
Minha oração é: Que Deus me dê sabedoria e discernimento para fazer a vontade dEle enquanto eu estiver "no limbo"! Que eu prossiga para o alvo com o coração alegre!