“Não devemos segurar
nas mãos de Deus somente quando nos sentimos desprotegidos. Nossa confiança
nEle deve ser plena e constante.” [Keren M.]
Uma cena me
chamou a atenção e fez com que eu meditasse nessa confiança que devemos ter
em Deus. Estou com minha familia no litoral de São Paulo, e ontem tiramos um
tempo para curtir essa maravilha que Deus criou, o mar.
Em um determinado
momento enquanto meu esposo e eu conversávamos na areia, nossa filha Esther o
chamou para ir com ela brincar na água. Eles caminhavam e eu observava os
detalhes dessa caminhada dos dois, pai e filha andando lado a lado, Rock tentou
por algumas vezes segurar nas mãos da Esther, mas ela não permitia, queria andar
sozinha pois, segundo ela mesma diz, ela é uma mocinha.
O caminho
percorrido pelos dois foi de aproximadamente 10 metros, 10 metros em que Esther
se sentiu segura o suficiente para andar sozinha um pouco a frente do papai, 10
metros onde ela esteve no controle.
Quando então
ela sentiu a água em seus pés, sentiu o medo tomar conta de si, ela se deu
conta que se desse um passo a mais sem segurar nas mãos do papai, ela poderia
sofrer graves consequências. Esther já tem noção do perigo, ela sabia que se
continuasse confiante em si mesma, ela poderia cair e se afogar. Ela viu as
grandes ondas se levantarem e se aproximarem dela, e então agarrou com todas as
suas forças, nas mãos daquele que estava ali para protegê-la o tempo todo. Ela
percebeu que não poderia continuar a caminhada sem a proteção do seu papai e
então decidiu voltar e ficar perto dele em um lugar seguro, no caso, a areia.
Isso me fez
perceber que agimos exatamente assim com nosso Deus. Nos sentimos fortes e
seguros o suficiente para caminharmos sozinhos. Agimos assim todas as vezes que
tomamos decisões contrárias a vontade dEle, quando controlamos nossas vidas,
quando sabemos que o melhor a fazer e segurar em Suas mãos e mesmo assim
continuamos a fazer do nosso jeito. Sabemos pedir mas não sabemos obedecer.
No meio da
caminhada geralmente percebemos que não vamos aguentar, o controle foge das
mãos e “as ondas das tribulações” se levantam e nos sentimos afogados pelos
problemas, pelas dores, pelas amarguras dessas decisões erradas. Percebemos que
não podemos caminhar sozinhos, não somos “mocinhos” o suficiente para controlar
nossas vidas. E então nos voltamos para Ele, nosso refúgio, nosso porto seguro,
nossa torre forte, nosso Deus.
Assim como o
Rock fez com a Esther, Deus que é um pai de verdade não abandonará seus filhos
quando estes pedem socorro, mas tudo seria muito mais fácil se segurássemos em
Suas mãos desde o início da caminhada. Muito sofrimento seria evitado e muitas
vitórias seriam conquistadas.