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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Deus, nossa Torre Forte


“Não devemos segurar nas mãos de Deus somente quando nos sentimos desprotegidos. Nossa confiança nEle deve ser plena e constante.” [Keren M.]


Uma cena me chamou a atenção e fez com que eu meditasse nessa confiança que devemos ter em Deus. Estou com minha familia no litoral de São Paulo, e ontem tiramos um tempo para curtir essa maravilha que Deus criou, o mar.
Em um determinado momento enquanto meu esposo e eu conversávamos na areia, nossa filha Esther o chamou para ir com ela brincar na água. Eles caminhavam e eu observava os detalhes dessa caminhada dos dois, pai e filha andando lado a lado, Rock tentou por algumas vezes segurar nas mãos da Esther, mas ela não permitia, queria andar sozinha pois, segundo ela mesma diz, ela é uma mocinha.
O caminho percorrido pelos dois foi de aproximadamente 10 metros, 10 metros em que Esther se sentiu segura o suficiente para andar sozinha um pouco a frente do papai, 10 metros onde ela esteve no controle.
Quando então ela sentiu a água em seus pés, sentiu o medo tomar conta de si, ela se deu conta que se desse um passo a mais sem segurar nas mãos do papai, ela poderia sofrer graves consequências. Esther já tem noção do perigo, ela sabia que se continuasse confiante em si mesma, ela poderia cair e se afogar. Ela viu as grandes ondas se levantarem e se aproximarem dela, e então agarrou com todas as suas forças, nas mãos daquele que estava ali para protegê-la o tempo todo. Ela percebeu que não poderia continuar a caminhada sem a proteção do seu papai e então decidiu voltar e ficar perto dele em um lugar seguro, no caso, a areia.
Isso me fez perceber que agimos exatamente assim com nosso Deus. Nos sentimos fortes e seguros o suficiente para caminharmos sozinhos. Agimos assim todas as vezes que tomamos decisões contrárias a vontade dEle, quando controlamos nossas vidas, quando sabemos que o melhor a fazer e segurar em Suas mãos e mesmo assim continuamos a fazer do nosso jeito. Sabemos pedir mas não sabemos obedecer.
No meio da caminhada geralmente percebemos que não vamos aguentar, o controle foge das mãos e “as ondas das tribulações” se levantam e nos sentimos afogados pelos problemas, pelas dores, pelas amarguras dessas decisões erradas. Percebemos que não podemos caminhar sozinhos, não somos “mocinhos” o suficiente para controlar nossas vidas. E então nos voltamos para Ele, nosso refúgio, nosso porto seguro, nossa torre forte, nosso Deus.
Assim como o Rock fez com a Esther, Deus que é um pai de verdade não abandonará seus filhos quando estes pedem socorro, mas tudo seria muito mais fácil se segurássemos em Suas mãos desde o início da caminhada. Muito sofrimento seria evitado e muitas vitórias seriam conquistadas.

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